28 de mar de 2012

O Guarda-chuva


O Guarda-chuva
(Mauro Mota)


Meses e meses recolhida e murcha,
sai de casa, liberta-se da estufa,
a flor guardada (o guarda-chuva). Agora,
cresce na mão pluvial, cresce. Na rua,
sustento o caule de uma grande rosa
negra, que se abre sobre mim na chuva.

Em: Antologia Poética, (1968)

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